quinta-feira, 14 de junho de 2018 0 comentários

A grande falácia da vida adulta

Alferes na área, gente.

Ando com dificuldades grandes em vir escrever no blog, pois a inspiração parece viver em baixa atualmente. Mas cá estou de qualquer forma. Vamos falar sobre teminhas de interesse pessoal então, bora?

Vim hoje falar sobre a grande mentira que encontramos na vida adulta, que é crescer.

Foto da página do Facebook do Capina Meme Factory. Sem link porque eles são escrotos pra caralho. Quer ver essa página lixo, procura.

Quando entramos na adolescência (ô fase), as mudanças são óbvias. Muda a altura, o formato do teu corpo, tamanho, a quantidade de pelos corporais, problemas de pele, menstruação para nós mulheres, além da grande montanha russa emocional que vem associada à tudo isso. E daí, um dia, tudo isso se assenta dentro de ti e você é um jovem adulto, pronto para começar a trilhar os passos de uma vida madura e independente.

Só que ninguém te avisa que você nunca mais terá parâmetro algum para acompanhar seu próprio crescimento. 

A partir de então, suas experiências continuarão a lhe ensinar e ajudar no seu amadurecimento pessoal, obviamente... mas você não se sentirá conscientemente diferente até parar para pensar a respeito disso com muita vontade.

20, 25, 30, 35, 40, 45, 50...

Você vai vivendo e vendo o mundo se mover para longe do que um dia foi sua referência e aos poucos, as novas vidas que você vê surgir vão crescendo e te tratando como obsoleto. 

Você não faz mais parte da geração protagonista do mundo, mas você sempre será o protagonista da sua própria vida. E esses são dois conceitos muito difíceis de se conciliar. Você sempre achará o que cresceu vendo e vivendo o melhor que havia, enquanto quem vem depois tem outras experiências e a menor ideia do que diabos você está falando. 

MSN? Assistir Anime na TV aberta? Orkut? SMS? Como você viveu sem celular por tanto tempo?

É um verdadeiro conflito de realidades.

Mas não é esse o pior. Há mais, ainda. Você vai vivendo sua vida, sem mais qualquer referência do que é se sentir grande finalmente. 

Você só se sente eternamente você. 

Você é um ser sem idade certa. 

Você é um ser que não é visto pelo mundo como você se vê, porque o mundo tem um roteiro batido para todas as fases da sua vida. E ele cobra. 

Você tem que ter sucesso financeiro até os 30, esse é o certo. Você tem que ter relacionamentos e buscar um parceiro pra vida, porque querer ficar sozinho não existe. Você deve querer filhos, porque o mundo não está hiperpopulado o suficiente e você tem que deixar seus genes no mundo, não importa o estado que ele está atualmente. Você é claramente imaturo se não tem nada disso, independentemente dos seus interesses pessoais, seu ritmo, individualidade, ou se ainda não se encontrou, seja no amor, na família ou carreira.

Eu vivo constantemente me perguntando o que faz de alguém um adulto realmente. Porque boleto pra pagar não te faz amadurecer. Te faz sentir falta  de ser criança. E ser adulto não pode ser sinônimo de  viver amargurado.

Retirado do site Morando Sozinha

Então o que é ser adulto? É beber? É transar? Não. Porque nossos jovens fazem essas coisas cada vez mais cedo e não são nem um pouco mais maduros por isso.

Então o quê? Não é somente trabalhar. Comecei a trabalhar com 16 e isso não me fez sentir adulta. (Até porque ele não dura, né?)

Retirado do site Ah Negão! (perdão pelo nome. Não é meu pra poder mudar, senão mudaria)

É ter autonomia financeira? Mas então Donos de casa não são adultos?

O que é?

Talvez... seja a consciência do próximo. Seja a capacidade de se exercitar a empatia? Mas isso tornaria tantas crianças em adultos e tão mais adultos em crianças! 

O que  define o que é ser um adulto? 

São as rugas? Os fios brancos? 

O quê?

Você é um adulto? 

Você se sente como um?

Vivo meu agora como uma adulta, tentando entender o que realmente significar ser um.

Crescer é sempre um troço complicado mesmo.

Retirado do site CopyCon

Então gente, é isso. 

Até semana que vem com a próxima postagem, talvez finalmente com alguma utilidade!


beijos da Alferes 
terça-feira, 29 de maio de 2018 0 comentários

Quando sua alma se torna acromática

Alferes na área, galera.

Fiquei umas semanas ausente do blog, pois não tinha ideia de material para trazer e essa falta de ideias e criatividade me tomou de tal forma que acabei rendida à apatia, incapaz de escrever uma linha.

Nossa, soei como um drama do século XVIII, mas gostei 😆

Daí, no fim, minha terapeuta me incentivou a voltar pra cá para fazer jus ao nome deste blog com algo um pouco mais sério e pessoal, que é a minha vivência diária e a luta com a depressão e cá estou eu, torcendo para que, talvez, a minha experiência sirva de respaldo para alguém, porque... amig@... não é fácil.

Arte por M.Alferes. Desenho em caneta esferográfica preta e lápis.

Minha irmã, neste domingo dia 27/05, me levou para ver o segundo dia do espetáculo Autores em Cena, do Itaú Cultural, onde tive a experiência mágica de conhecer ao vivo e à cores Chico César e Vitor Ramil, que vamos combinar que são dois artistões da porra, né? 

Foto por César Rodrigues. Postada originalmente no meu Instagram pessoal

Porque  estou falando isso? 

Não, não é pelo prazer imenso que tive de ver de perto duas almas tão gentis e iluminadas (sério, conversar com eles é como conversar com um colega querido. Eles são fofos e acessíveis neste nível).

Foto por César Rodrigues. Postada originalmente no meu Instagram pessoal

Estou falando isso porque, apesar de a experiência ter sido maravilhosa, me trazido energia e feito eu me sentir muito amada por minha irmã me querer por perto, real oficial, toda essa felicidade que senti parecia existir através de um vidro.

Isso é a minha experiência atual com a depressão.

Foto por M.Alferes. Palco Itaú Cultural.

No meio pro final do ano passado, estava num estágio tão sombrio dela, que não via razão em levantar da cama. Tinha ficado seriamente doente pouco tempo antes, saí do meu emprego de então, estava em plena crise de carreira, sem saber o que fazer do meu futuro depois de entender que o que estudei por 5 anos não me serviria profissionalmente como tinha planejado... 

(Ficar sem norte na vida é algo assustador demais, quando não se tem nenhuma certeza de nada.)

Minha família entrou em ação aí. Fui fazer acompanhamento psiquiátrico por conta deles e do incentivo da minha terapeuta atual (💕), a qual veio como um acalento no meio de todo o vendaval da experiência que foi o meu último emprego. Pois nele, por conta do horário de serviço de 9hs diárias (44 semanais), e da distância, 2hs de locomoção de onde eu moro, tive que simplesmente parar de ir na minha terapeuta anterior (saudades dela) e, a essa altura, quem me lê e ouve na vida sabe que pra mim terapia é algo sagrado. Dá pra viver sem não, meu.

Então, atualmente, tenho o apoio psicológico E psiquiátrico graças a Deus e minha depressão simplesmente sumiu da face da terra como magia e eu estou plena, linda e feliz... só que não.

Eu estou DEFINITIVAMENTE melhor. À sério. 

Mas eu ainda não estou bem.

Imagem retirada do Pinterest

Esse processo lento de recuperação me mata. Tenho a impressão às vezes de que não estou melhorando em nada e que vou viver o resto da minha vida neste limbo onde as coisas não tem as cores que tinham, os cheiros e gostos que tinham e tudo vai ser eternamente uma versão em cinza do que eu sei que realmente são. Que vou sentir minha própria felicidade como se ela viesse como um eco através de uma parede e me mover para tudo como se estivesse tentando andar embaixo d'água, fazendo muito mais força que o normal para andar muito menos que todo mundo.

E daí eu penso a respeito, leio, pesquiso e sou lembrada de que não caí em depressão de um momento pro outro. Foi à um golpinho por vez. Então, se meu processo de depressão foi gradual, a recuperação por certo que vai seguir o mesmo modelo, né? 

Mas, não me mata essa espera?

Mata. 

Quero minha alegria de volta pra ontem. Eu leio e me informo como posso do que estou passando, mas meu cérebro continua me dizendo: , ok, você está mal. Mas chega, ficou mal por tempo o suficiente já, né? Você já está se tratando há meses! Então chega, não é mesmo? Passa! Passa! Vai viver sua vida como uma pessoa normal e parar de lutar com males invisíveis." Porque as vezes a impressão que tenho é que eu que sou a depressão e a luta é contra  mim mesma. É contra quem eu sou.

Me sinto muito perdida com muita frequência. E cansada o tempo todo.

Cansada de preocupar minha família. De me afastar dos meus amigos porque não sei estar perto deles me sentindo assim.

Cansada de fazer tanta força para continuar me sentindo para trás na corrida imaginária da vida, onde você tem objetivos à ser alcançados de acordo com a fase da sua vida a qual está vivendo.

Cansada de sentir, agora as vezes, antes o tempo todo, como se eu fosse louca por me sentir como me sinto, só porque não tenho nenhuma prova física disso. Eu juro que não escolhi me sentir miserável. Se eu pudesse, escolheria o oposto.

Vídeo do Canal Cadê a Chave, falando um pouco sobre Depressão.

A depressão, pelo menos pra mim, não é um grande monstro que te persegue e te engole e te faz sangrar.

A depressão, pra mim nesse momento, é ter minha alma acromática, enxergando o mundo em tons de cinza. É faltar sol pra aquecer o coração.  

É um mundo meio mudo. Meio desconectado. Que tá começando a se conectar, a criar sons e algumas sombras de cores, mas que tá longe de ser ainda o que eu quero.

Me desejem sorte nessa jornada pela recuperação, enquanto eu desejo do fundo do coração que o que estou passando aqui sirva de apoio para quem está do lado daí, lendo este texto.

Imagem retirada da página do Facebook dos Poetas de Sofá e uma verdade na cara que tô necessitada

É isso, galera. 

Até semana que vem com a próxima postagem.


beijos da Alferes 


sexta-feira, 4 de maio de 2018 0 comentários

O poder das palavras

Alferes na área, pessoas!

Hoje é Star Wars day! May the 4th be with you, galera!


Claro que não tenho nada para dizer aqui. sem receitas, sem polêmicas, sem ideias...

Mas, como me propus a ter um blog de postagens semanais, olha eu aqui escrevendo grandes nada enquanto isso?

E foi justamente essa ideia de escrever uns grandes nada que me fez pensar algo muito doido: Como a palavra é poderosa.

Acho que todo mundo que escreve deve saber disso em algum nível. E quem muito lê, se não pensou racionalmente a respeito, pelo menos sente as implicações dessa afirmação na pele.

Foto por M.Alferes. Diretamente retirada do meu instagram particular

Com uma história você pode mover alguém às lágrimas. Você pode abrir seus horizontes ou estreitá-los. Introduzir novas ideias e curiosidades, cementar velhas certezas, transportar para outros lugares, aterrorizar à ponto de causar insônia.

O poder da palavra é algo absurdo.

Claro, estou falando aqui de palavras escritas, mas vai muito além disso. Seu "bom dia" direcionado a alguém pode mesmo fazer o dia dessa pessoa. Seus comentários depreciativos podem alimentar as inseguranças de outros, sua forma de ver o mundo e tratar o seu entorno pode mudar como outros interagem com seus próprios mundos. 

Esse é um poder que todos nós temos. Isso é mágico. Já imaginou? Tocar a vida de alguém a ponto de mudar um pouquinho de quem essa pessoa é? E, ao mesmo tempo, é exatamente disso que se trata o convívio.

Foto por M.Alferes. 2015.  Diretamente retirada do meu instagram particular

Viver é uma eterna arte de ter sua vida modificada por e modificar a vida de alguém. 

Então, hoje, como post express o que quero propor (além de que leiam mais galera pfv...) é que exercitemos nosso poder de tocar a vida do próximo com um exercício simples de sinceridade positiva.

Como assim?

Fale para as pessoas com quem se sentir a vontade falando, algo que goste ou admire nelas. 

O mundo nos dá muito reforço negativo. Acho válido darmos nós um reforço positivo para o universo, não é não?

Foto por M.Alferes. Diretamente retirada do meu instagram particular


Então galera, é isso. 

Até semana que vem com a próxima postagem, talvez finalmente com alguma utilidade!


beijos da Alferes 



sexta-feira, 27 de abril de 2018 0 comentários

Uma conversa sincera sobre palavrões (ATENÇÃO, CONTÉM OS DITOS PALAVRÕES)

Alferes na área, galera.

Nesse sábado passado (dia 21/04), na festa de aniversário de uma amiga querida do inglês, estava conversando com a galera de como, ao descobrir que meu irmãozinho caçula estava começando a fazer uso na vida dele dos famigerados palavrões (o que a vida inteira dele, ele me repreendeu por fazer, aliás, obrigada mano também te amo valeu), decidi por bem que era uma boa ensinar ele o que, exatamente, ele estava falando.

Foto retirada do site da Revista Superinteressante


Eu sei que pra muitos este é um tópico polêmico, mas ao meu ver não há problema no ato de falar um palavrão, mas sim em como isso é feito. 

Eu sou uma boca suja de primeira, pessoalmente, mas uso esses como ênfase dramática para situações emocionalmente carregadas. Ou, melhor explicando... aquele momento em que você bate o dedo mindinho no pé do sofá, quase cai, bate o joelho também e ainda derruba o celular de forma acrobática? Eu acho plenamente justificável, nesses momentos, rolar, ao invés de um "Ai caramba, porcaria", um "Putaquepariu, merda, caralho"

Dá pra sentir a carga emocional daqui né? Até relaxa o coração soltar uma bomba dessas.

Só que, é muito comum na juventude, os xovens começarem a usar essas palavras de calão duvidoso para se comunicar com os coleguinhas. Insultando, como se fosse brincadeira, pessoas, não só situações e coisas. E daí eu acho errado.

Então, como um exercício em responsabilidade, resolvi passar pra frente a sabedoria palavronística ao invés de usar de hipocrisia e fingir que acho abominável que ele tenha vontade de usar palavrões quando eu mesma sou um ótimo exemplo de boca de marinheira. Até porque, uma vez que se sabe exatamente o que se está falando, tudo tem outro peso na vida.

E ao dividir isto com meus colegas, percebi que eles próprios não sabiam ainda o que todos os palavrões que ouviam significavam,  o que me trouxe a ideia deste post de conteúdo duvidoso.

Então vamos começar?

Você realmente sabe o significado dos palavrões que usa ou ouve na vida?

Então bora fazer uma lista:

ARROMBADO
homossexual passivo (masc.).

BOCETA
parte externa do órgão sexual feminino, vulva.

BROXA
homem que não consegue atingir o estado de ereção.

CACETE
órgão sexual masculino, pênis.

CARALHO
pênis.

CORNO
aquele que é traído pela mulher.

CU
orifício anal, ânus, ano.

FODA
cópula, ato sexual

MERDA
excremento, fezes.

PORRA
esperma.

PUTA
prostituta.

VIADO
homem homossexual (provavelmente vem de transviado).

Claro que existem outros palavrões rodando por aí na vida, mas não consegui lembrar de todos de cabeça. Bem como existem combinações de palavrões que dão "significado diferente" (sqn), como é o caso do Filho da Puta (onde se está xingando de prostituta a mãe da pessoa), ou o Vai se Foder (onde, basicamente, você está mandando a pessoa ir transar, normalmente com uma conotação passiva no sentido de "ser penetrado sexualmente" por algo/alguém).

Eu já havia refletido anteriormente comigo mesma como não há um palavrão que não tenha conotação escatológica, sexual ou que não seja homofóbico ou misógino e preciso ser sincera e dizer que isso me incomoda sim sobre eles, afinal, essas não são ideias que eu quero reproduzir pro mundo, o que me leva a tentar ao máximo restringir meus insultos aos de categoria escatológica e ou sexual, apenas, além de nunca utilizá-los contra pessoas, apenas situações e coisas.

Mas essa é a minha escolha sobre como proceder na vida, o que me leva a te perguntar: E você? Tem certeza que o que anda dizendo é o que quer reproduzir ao mundo?

Porque falar palavrão pode sim ser apenas uma eterna perpetuação de ideias pré-estabelecidas como ofensivas, mas que não deveriam ser. Então cabe à nós refletir o que realmente queremos dizer com o que falamos, porque ao meu ver Viado não é um xingamento válido porque simplesmente não é um palavrão. Não há nada de errado em ser viado, bi.

Mas como diria Dercy Gonçalves,  fome é um palavrão, miséria. 

Palavrão mesmo, é não ter cama em hospitais.

Foto retirada do blog do Dr.André Mansur
Bom, é isso galera.

Até a próxima postagem, provavelmente nem tão polêmica. 



beijos da Alferes 
terça-feira, 17 de abril de 2018 0 comentários

A importância de saber ser ou A eterna jornada pelo descobrir-se.

Alferes na área, queridos.

Como sempre, não tenho ideia para um post maneirão por aqui então, vamos com o que dá.

Vamos para uns papos interiorizados, reflexivos, que me expõem mais do que provavelmente deveriam e que acho que sempre deveria ter alguém pra falar pra e com vocês sobre.

Ando muito perdida na questão do ser. Ou melhor, do saber ser.

Com o tempo e mudanças e perdas e situações, fui pouco a pouco esquecendo completamente o que significava ser eu.

Fui esquecendo porque eu gostava do que gostava, esquecendo do que, exatamente, eu realmente gostava. Fui esquecendo como se faz pra estar aí no mundo e se manter presente na vida das pessoas que gosto. Qual o prazer que há em habitar esse mundo pra começo de conversa. Fui esquecendo como eu queria viver.

Óbvio que isso tem conexão com a depressão, não me entendam mal. Eu sei que muitos desses sentimentos são comuns nesse quadro. Mas... eu não sei o quanto um trouxe o outro ou vice-versa. Tipo, quem veio primeiro: o ovo ou a galinha?

Então eu ando numa fase muito nostálgica, na qual vou relembrando tudo que vivi na minha vida e o que me fez quem sou. Estou tentando real reavaliar meu mundo e percepção dele (obrigada terapia).

Andei relembrando desde coisas muito inócuas, como estar sentada no chão, apoiada numa mesinha de centro de madeira pra apagar as velas do meu bolo de aniversário de 4 anos, quanto como todas as meninas do grupo que eu andava na 6ª série pararam de falar comigo porque me meti sem querer em intriga de outros membros do grupinho e no momento em que poderia ter explicado as coisas pra elas e limpado minha imagem, calei minha boca porque não queria caguetar ninguém e acabei levando a culpa de tudo e sendo rejeitada (pensa numa coisa babaca pra se ser traumatizada  com? mas essa daí não tive que fazer força pra relembrar não).

Foto de família. Meu aniversário de 4 anos.

Lembrei que antes de sofrer assédio sexual bravo na saída do show de encerramento do evento, com mais ou menos meus 13 anos de idade, eu amava ir em eventos de anime e mangá e ver o mundo de cosplay, curtindo algo que era muito importante pra mim na época (cresci na era dos animes no Brasil, né meus bens? Aqui é CDZ na veia até hoje), mas que depois daquilo eu comecei a sofrer ataques de ansiedade em lugares cheios e que frequentar eventos de anime foi perdendo o encanto muito rápido.

Lembrei que quando tinha 16 anos e tava passando pelo que chamo até hoje de o pior ano da minha vida, eu fui para Paranapiacaba com a minha irmã, o namorado dela na época e um grupo de amigos dele e fomos fazer arvorismo e, até hoje, após uma década eu lembro como uma das coisas mais sensacionais que já fiz e que tava com mais medo de subir na copa da árvore por aquela escadinha capenga do que fiquei em atravessar um fio de ferro suspenso a uns 15 metros (?) do chão. E depois fomos comer Bife à Rolê. Foi a primeira vez que comi o prato.

Foto por M. Alferes. Paranapiacaba há uma vida. (Não achei as fotos do arvorismo)

Lembrei que, do curso de teatro que fiz no ETA, o que mais me deixou claro que não sirvo pra isso não foi nem o subir no palco ou o nível insano de dedicação que precisa ter, mas o fato de não ter controle sobre o roteiro e não poder ver a peça enquanto ela corre (quem não tá em cena fica nos bastidores esperando a deixa, né?).

Lembrei que quando eu era pequena e sofria de uma crise séria de bronquite (o que era horrivelmente comum) e eu começava a entrar em pânico porque não conseguia respirar, meu pai me deitava na cama com ele, me abraçava que nem um papai urso e ficava repetindo pra eu tentar respirar com ele.

E de tanto que fui lembrando e lembrando aqui, percebi que eu tenho o pior hábito de me apegar ao que me machucou e carregar essa dor como um escudo, quando até as minhas más lembranças tem uma lição ou um lado doce.

Foto por M.Alferes. Cartinhas de 2005 do meu antigo grupo de amigas.

Claro que essa reflexão que ando fazendo e que estou trazendo aqui não é uma chavinha mágica que resolveu meus problemas. Continuo com eles aqui e continuo fazendo tratamento pra depressão.

Mas me fez ver que muito do que acabo fechando, afastando, numa tentativa inconsciente de me proteger, tirou aos poucos o sabor que tinha a minha vida. Eu não vejo mais graça em coisas que amava e não consigo mais me abrir pra pessoas que amo e sei que merecem essa confiança porque confiei muito em quem não merecia e isso não é justo, nem com elas, nem comigo. 

Essa reflexão toda é um passo.

Por isso estou me tratando e é por isso que falo pra quem quer ouvir na terra da importância de um bom acompanhamento psicológico. 

Porque se tem algo que todo mundo sabe é que de perto, ninguém é normal. E algo que falo que um dia ainda vou por numa camiseta é: Terapia. Você pensa que não, mas você precisa.

Por isso, minha utilidade da semana, além de te revelar que, desculpa, você com certeza deveria fazer terapia sim, é que de repente você pode consegui-la sem custo ou com preço acessível, se terapia particular não é algo dentro da sua possibilidade financeira atual.

O site Saúde Mental tem uma lista completa de locais por toda a São Paulo que fazem atendimento psicológico gratuito ou por preços populares. É só clicar em cima do nome do site para acessar a página.

Além de poder citar por aqui rapidinho (mas tem na lista do site acima) que Universidades como a USP e a UNINOVE oferecem também atendimento psicológico gratuito. 

Além de, obviamente, o atendimento possível pelo SUS nos CAPS (Centro de Atendimento Psicossocial).

É sério, optar por fazer terapia não é fácil. Esse é um passo que pertence aos corajosos, porque é abrir as portas para lidar com tudo que você nem sabia que carregava dentro de você. Mas é também uma faxina daquelas de fim de ano na alma. 

É a chance de se conhecer, aprender como funciona, desautomatizar comportamentos nocivos e aprender a viver de uma forma mais plena.

Dói? Dói. Mas é daquelas dores que valem a pena. Tipo uma tatuagem bem feita. 

Essa é minha dica de utilidade de hoje, pessoas. Espero que tenham gostado.

E não se esqueçam: 

Terapia. Você pensa que não, mas você precisa.

Até a próxima!


beijos da Alferes 


terça-feira, 10 de abril de 2018 0 comentários

Sobre proteínas e saladas

Alferes na área, galera.

Estive numa sinuca de bico, pensando no que diabos poderia postar, pois não dava pra ser alguma dica de bem estar, já que ando exatamente me sentindo o oposto e num geral não sou muito dada à hipocrisias (sério, se tem algum amigo meu lendo isso, eu não tô te evitando, só tô bem na bad, quietinha no meu canto mesmo. Desculpa o sumiço).

Então, achei que, por bem, devia fazer valer o que escrevi no meu primeiro post aqui nesse ano e aproveitar o fato de que não sei o que dizer para falar sobre co-mi-da.

No caso, comida de fonte vegetal.

Nós seres humanos não veganos ou vegetarianos estritos, seguimos uma dieta baseada em fontes animais e vegetais. E taí onde a galera se confunde muito.

Se você come carne, ovo, leite etc, etc, isso te faz um ser onívoro, não um carnívoro. E apesar deste detalhe, vivemos esquecendo que podemos encontrar tudo o que precisamos em fontes vegetais para uma alimentação completa e balanceada. 

Não interessa sua ideologia de vida, todo mundo precisa comer suas verduras. Sua avó dizia isso, sua mãe dizia isso, o menino da propaganda do brócolis queria dizer isso... 

E ainda assim, quando se fala sobre consumir menos carne, ou mesmo aderir à uma alimentação de base vegetal, a primeira coisa que se pensa ou se é falado são coisas como, "vai ficar anêmico, sem comer carne", "mas se você não come carne, come o quê?", ou "mas você vai precisar repor proteínas".

E aí é que está. Você tem fontes tanto de ferro quanto de proteína vegetais. Você tem milhões de possibilidades de alimentação sem carne, tanto nutritivas e deliciosas quanto nada nutritivas e também deliciosas (e aqui você pode se sentir livre pra pensar naquela batata frita, por exemplo).

Por isso, resolvi vir hoje dividir com vocês os alimentos de fonte vegetal que contém o maior índice proteico, deixar aqui meus favs de receitas veganas maravilhosas e dividir uma receita super besta de salada tropical, que leva fruta na composição e não é pros fracos de coração.

Então, bora começar.

Foto retirada do site Mais Equilíbrio

Algumas fontes de proteína vegetal:


1. Quinoa;
2. Grão-de-bico;
3. Lentilha;
4. Feijão;
5. Amaranto;
6. Chia;
7. Linhaça;
8. Aveia;
9. Semente de cânhamo;
10. Semente de abóbora;
11. Semente de girassol;
11. Oleaginosas (castanhas, nozes, amêndoas, avelãs etc);
12.Pasta de amendoim;
13. Folhas verdes escuras (espinafre, couve, brócolis etc);
14. Ervilha;
15. Tofu;
16. Arroz;
17. Trigo;
18. Seitan (“carne” de glúten);
19. Abacate;
20. Leites vegetais (soja, castanhas, arroz, aveia etc).

(Retirado do site Mundo Boa Forma e Clínica Mei Hua)


Desde que instauramos em casa as Quartas sem Carne, tenho me divertido horrores e descoberto mundos no que se trata da culinária com base vegetal.

Já fiz falafel, legumes assados, hambúrguer de feijão preto, chili vegano...

E sabe o que foi mais legal? O nível de aprovação dos pratos pela galera daqui de casa, incluindo meu pai, que sempre foi um "carnívoro" orgulhoso. 

Na real, preciso admitir que provavelmente esse post está vindo exatamente daí. Desse orgulho que me bate em fazer algo tão  diferente do que sempre foi feito aqui e fazer sucesso.

Por isso, como esse mundo culinário é maravilhoso demais para se deixar inexplorado, vim também dividir minhas fontes prediletas de receitas, ou seja, dois canais no YouTube: o Presunto Vegetariano (que também tem site próprio) e o TNM Vegg.

Os dois são canais exclusivos de culinária, didáticos e encantadores para quem, como eu, ama ver sobre comida. Super recomendo, tô tirando todos os meus cardápios de quarta daí.

E por fim, para acompanhar todas essas deliciosidades aí e fazer o menino do brócolis orgulhoso de você, segue pra acompanhar uma receita de salada, deliciosa e refrescante, feita para quem não tem medo de um agridoce na vida e ama meter fruta em tudo, exatamente como eu.

Bora pra receita?

Salada Tropical 

Foto por M.Alferes. Registro da Salada Tropical. do Natal de 2015.

INGREDIENTES:

  • 1 maço de alface crespa
  • 1 maço pequeno de agrião
  • 1 maço pequeno de rúcula
  • ½ cebola roxa média picada em meia lua
  • 1 tomate cortado em rodelas
  • 1 manga picada em fatias
  • ± ½ meio abacaxi cortado em meias rodelas
  • 1 maçã cortada em fatias
  • ± ½
     limão para impedir a oxidação da maçã
MODO DE PREPARO:

Após lavar, higienizar e secar os ingredientes conforme padrão, corte a cebola, o tomate, a manga e o abacaxi, deixando a maçã sempre por ultimo.

No momento de cortar a maçã, deixe os pedaços cortados de molho em água com limão para retardar o processo de oxidação desta. Só as retire do molho para montagem na hora de servir.

Para uma apresentação igual à da foto, monte uma cama de alface, depois faça duas linhas paralelas com a rúcula e o agrião e no espaço central, deposite a cebola roxa.

Disponha o abacaxi e a manga nas extremidades opostas da travessa, seguindo com o tomate nas proximidades da cebola. 

Termine a montagem com a maçã, dispondo-a sobre a cama de cebolas voilà.

Descobri essa salada em um restaurante em Praia Grande - SP, e me apaixonei sincerão pela combinação de sabores que a quase picância do agrião e o amarguinho da rúcula, combinada com as frutas tiveram. É uma salada saborosa, leve e refrescante, que, ao meu ver, é a  cara do verão. E, conforme vimos na lista acima, também é uma fonte válida de proteínas para o seu organismo. Juntando então com alguma das  receitas dos canais que passei aqui? Fechou.


Bom, gente, é isso. Eu continuo aqui, aceitando sugestões de temas de posts pro blog, então, quem tiver alguma pra dividir ou algo que queira muito de ver por aqui, já sabem: é só deixar as sugestões nos comentários ou  na nossa página do Insta

Okay pessoas, por hoje é só. 

Até a próxima, nesse mesmo local.

beijos da Alferes 
segunda-feira, 2 de abril de 2018 0 comentários

Planta pra quem não sabe nada de plantas é o melhor tipo de planta

Alferes na área, pessoas!

Post relâmpago aqui no blog.

Hoje, vim dividir com vocês um pequeno prazer que tenho na vida, que é ter plantas.

Foto por: M.Alferes. Minhas violetas.

O repertório plantístico envazado aqui de casa, atualmente, engloba 1 orquídea, 1 filhotinha de saia rosa, 8 violetas, 4 kalanchoes, 5 cactus, 1 bromélia que deu cria para outro vaso (ou seja 2 dessa)... enfim...

Ocorre que eu tenho como defeito sério de caráter uma incapacidade quase patológica de lembrar dos cuidados específicos de cada uma das minhas prantinhas lindas e por isso algumas delas não estão o tempo todo no topo de sua exuberância natural (história da minha vida).

E isso me fez pensar no quão complicado não é pra nós meros mortais sem capacidade botânica, cuidar das nossas prantinhas e vê-las prosperar na vida.

Então, se você, como eu, ama plantas mas é um desastre natural perto delas, aqui está minha "dica de utilidade":

Se quer começar com seu verde, mas não sabe cuidar de plantas, comece com cactus e suculentas. 

Sério.

Foto por M.Alferes. O estado original de chegada das minhas kalanchoes. Prestem atenção nas flores.

Para o cultivo correto de suculentas, há meio que uma regra geral que engloba exposição solar e rega, sendo a insolação normalmente direta (apesar de existirem espécies de suculentas que preferem contato indireto ou poucas horas de exposição solar. Pesquise) e a rega, em média (o que pode variar dependendo do clima do local onde você mora), devendo ocorrer 1 vez por semana no verão e de 1 a 2 vezes por mês no inverno.

Fácil, não?

Só acho válido lembrar aqui: no tocante à dica das suculentas, eu não estou falando por experiência porque a única qualidade de suculenta que cheguei perto na vida é a kalanchoe, que apesar delas claramente terem dobrado de quantidade desde que chegaram aqui originalmente (uns bons meses atrás em apenas 2 vasinhos), não são meu maior sucesso, visto que sumi com as florzinhas delas.

Foto por M.Alferes. Kalanchoes atualmente. Elas pegam na terra que nem erva daninha meu... Mas estou sem flores.

Então, na esperança de que vocês tenham melhor sorte que eu aqui, vou passar um link com os cuidados para o cultivo da kalanchoe aqui, mas num geral o princípio é o mesmo de qualquer suculenta: Ela é uma planta que gosta de sol e vento e precisa de calor para se desenvolver bem, seguindo a mesma regra geral de rega que coloquei acima para viver de forma saudável.

Já quanto aos cactos...

Os primeiro cacto que entrou aqui em casa chegou em nossas vidas em meados de 2002, ou seja, por volta dos meus 10-11 anos, e foi o único que compramos em nossas vidas. E ele era menor que meu dedo mindinho quando o adquirimos.

Foto por M.Alferes. Esse não é meu cacto original e sim o filhote mais recente dele, mas a escala de tamanho bate.

Hoje, esse mesmo cacto se transformou em outros 4, de vários tamanhos diferentes, e ele nunca recebeu mais cuidado do que luz solar em abundancia e água eventualmente.

Foto por M.Alferes. Meus cactos.

Quer que eu seja mais específica quanto aos cuidados de um cacto? Beleza.

Em primeiro lugar, por ser uma planta desértica, ela ama ambientes secos e solos com cascalho e areia, que possibilitam um escoamento d'água mais rápido (o que claramente foi ignorado aqui em casa. Usamos substrato mesmo pra plantar e deu tudo certo), e ela absolutamente ama ambientes abertos e luz direta, caso no qual deve ser regada a cada 15 dias (mas se você for do tipo que mantém seu cacto dentro de casa, ele vai precisar de água praticamente só 1 vez ao mês mesmo).

E o único cuidado especial que o cacto requer é que você não seja babaca e saia arrancando os espinhos dele, pois isso encurta a vida útil da planta. E só.

Sério. Só isso.

Acabou.

(EDIT: Fora isso, só não se esqueçam que, como todas as plantas que você tentar cultivar, a rega destas cima citadas deve ser feita diretamente no solo. Não molhem as folhas das plantas de vocês, pessoas, isso as queima.)

Então, de verdade, se vocês tem dificuldades com plantas, tentem o melhor tipo de planta: aquela pra quem não sabe nada de plantas.

Ou seja. Comece seu jardim com cactos e suculentas.

Foto por M.Alferes. Cacto Orelha de Mickey.

Espero que tenham gostado da postagem relâmpago aqui e que ainda tragam muito verde para a vida de vocês.


Foto por M.Alferes. Quando um dos cactos floriu.

Até a próxima postagem seus lindos!


beijos da Alferes 
segunda-feira, 26 de março de 2018 1 comentários

Sobre transtornos psiquiátricos e aplicativos mágicos (?)

Alferes na área, pessoas!

Hoje, por falta de algo melhor para dividir aqui, resolvi trazer um pedacinho da minha vida que ninguém pediu, mas todo mundo vai ter como castigo por curtirem meus posts no Face e Insta pedindo sugestões, mas não sugerirem conteúdos (hohohoh)!

Atualmente ando lutando contra a Depressão, uma doença bem conhecida e ainda muito subestimada pelas pessoas desse mundão velho sem porteira aí. 

Imagem retirada do Blog do Emerson Luiz


Como gostaria de pensar que já sabem, a depressão, atualmente considerada "o mal do século" pela Organização Mundial de Saúde, é um transtorno psiquiátrico que consiste, falando de forma extremamente genérica, em uma exponencial perda ou diminuição de interesse e prazer pela vida num geral, causando prostração, angústia e não feliz apenas com essa sensação crônica de infelicidade, pode causar também sintomas fisiológicos.


Dos sintomas mais comuns da Depressão, podemos citar:
  • Humor depressivo ou irritabilidade, ansiedade e angústia;
  • Desânimo, cansaço fácil, necessidade de maior esforço para fazer as coisas;
  • Diminuição ou incapacidade de sentir alegria e prazer em atividades anteriormente consideradas agradáveis;
  • Desinteresse, falta de motivação e apatia;
  • Falta de vontade e indecisão;
  • Sentimentos de medo, insegurança, desesperança, desespero, desamparo e vazio;
  • Pessimismo, ideias frequentes e desproporcionais de culpa, baixa autoestima, sensação de falta de sentido na vida, inutilidade, ruína, fracasso, doença ou morte;
  • A pessoa pode desejar morrer, planejar uma forma de morrer ou tentar suicídio;
  • Interpretação distorcida e negativa da realidade: tudo é visto sob a ótica depressiva, um tom "cinzento" para si, os outros e o seu mundo;
  • Dificuldade de concentração, raciocínio mais lento e esquecimento;
  • Diminuição do desempenho sexual (pode até manter atividade sexual, mas sem a conotação prazerosa habitual) e da libido;
  • Perda ou aumento do apetite e do peso;
  • Insônia (dificuldade de conciliar o sono, múltiplos despertares ou sensação de sono muito superficial), despertar matinal precoce (geralmente duas horas antes do horário habitual) ou, menos frequentemente, aumento do sono (dorme demais e mesmo assim fica com sono a maior parte do tempo);
  • Dores e outros sintomas físicos não justificados por problemas médicos, como dores de barriga, má digestão, azia, diarreia, constipação, flatulência, tensão na nuca e nos ombros, dor de cabeça ou no corpo, sensação de corpo pesado ou de pressão no peito, entre outros.

(Informações retirados do site Minha Vida, clica no link para conferir informações mais completas no site deles)



Uma crise depressiva pode durar semanas ou até mesmo anos e, uma vez que a pessoa passe pela crise, ela corre maiores riscos de enfrentar novos episódios no futuro.



Ou seja, Depressão é algo sério. Não é preguiça, falta de força de vontade ou simplesmente tristeza. Ela nem mesmo necessariamente tem que ter uma razão concreta para surgir. 

Por isso mesmo vou me repetir aqui e dizer de novo: Depressão é algo realmente sério e deve ser tratado como tal. De preferência sob orientação profissional de um psiquiatra e um psicólogo, pois o psiquiatra cuidará da parte da regulagem da química cerebral, efetuada através de medicamentos, enquanto que o psicologo auxiliará na identificação e tratamento das causas emocionais do problema.

(Informações retiradas do site da Revista Abril)

Então, cá estou eu no meu cantinho, lidando (com o devido acompanhamento profissional) com a minha Depressão, colega mala que vem me acompanhando e se desenvolvendo, do que desconfio, desde de pelo menos o semestre final de 2016, ainda não diagnosticada, e que se estendeu por todo meu ano de 2017 (onde chegou num estado tão não legal que eu não estava conseguindo sair da cama pra nada), resistindo bravamente até então apesar de ter perdido terreno devido ao tratamento.

Mas não vim aqui realmente apenas para dividir minha luta pessoal, mas sim para também apresentar pra vocês o que me fez conseguir levar pequenos aspectos da minha vida e me dar perspectiva de que não importa o quão pequena uma ação é, fazê-la é uma conquista, numa época em que sair da cama parecia por si só uma tarefa exaustiva demais pra ser executada.

"Mano, que magia é essa que ela tá falando?" você pode pensar. Pois eu te respondo:

Não passa de um app bizarro de produtividade, de uso gratuito (yay), que usa de gamificação, transformando tarefas diárias, hábitos e afazeres em metas, te dando recompensas conforme a execução destes por você usuário: o Habitica

Imagem retirada do Google Imagens


Esse aplicativo é essencialmente em inglês e apesar de ter a opção de linguagem em português, essa daí não é lá uma Brastemp não... mas é um app bastante divertido de usar e causou milagres nos momentos mais obscuros da minha crise depressiva, como me fazer regar minhas plantas ao invés de deixá-las morrer de inanição, sem brincadeiras. 

Imagem retirada de Dois Bits


E para usá-lo não é complicado, basta seguir esse passo à passo aqui que o próprio site dispõe e que colei abaixo.

Passo 1: Criando Tarefas

Primeiro, coloque algumas tarefas. Você pode adicionar mais tarefas com o tempo.
1a. Configurar Afazeres
Coloque tarefas que você faz uma vez ou raramente na coluna de Afazeres, uma por uma. Você pode clicar no lápis para editar!
1b. Configurar Diárias
Coloque atividades que você precisa fazer diariamente ou em algum dia da semana na coluna de Tarefas Diárias. Clique no ícone de lápis para editar o(s) dia(s) da semana em que ela será feita.
1c. Configurar Hábitos
Coloque hábitos que você quer firmar na coluna de Hábitos. Você pode editar o hábito como um bom hábito (+), como um hábito ruim (-) ou com ambos.
1d. Configurar Recompensas
Atividades ou mimos que você quer usar como motivação podem ser adicionados na coluna de Recompensas.
Bonus: Se você precisar de inspiração, veja os Exemplos de HábitosExemplos de Tarefas DiáriasExemplos de Afazeres, e Exemplos de Recompensas.

Passo 2: Ganhe pontos por fazer suas tarefas da Vida Real

Agora, comece a enfrentar seus objetivos da lista! À medida que você completa atividades, você ira ganhar pontos de experiencia (XP), que irão te ajudar a evoluir de nível, e a ganhar Moedas de Ouro (GP), que te permitem comprar Recompensas. Se você cair em maus hábitos, ou perder suas Tarefas Diárias você perdera Pontos de Vida ou Saúde (HP). Desta maneira, a experiência do seu personagem e sua barra de Saúde servirá de entretenimento em seu progresso em direção a seus objetivos.

Passo 3: Personalize e Explore o Habitica

Uma vez que você estiver familiarizado com o básico, você pode obter ainda mais do Habitica com estas funções:
  • Organize suas tarefas com etiquetas (edite uma tarefa para adicioná-las).
  • Modifique seu avatar.
  • Compre seus equipamentos através de Recompensas e mude de equipamentos clicando em Inventário > Equipamento.
  • Escolha uma classe (Nível 10) e use uma habilidade especifica de classe (níveis 11 até 14).
  • Conecte-se com outros usuários através da Taverna.
  • Depois do Nível 3, Obtenha mascotes coletando ovos e poções de eclosãoAlimente seu mascote para criar uma montaria.
  • Derrote monstros e colete objetos em missões (você receberá uma missão no nível 15).

(Informações retiradas da Página Inicial da Wikia do Habitica)

Não entendeu direito ainda? Sem problemas, como pra tudo nessa vida, o YouTube tem vídeo com explicações:

(O vídeo não tá indo aqui? Clique neste link)

Mais explicações? Vou jogar nas minhas palavras baseado em texto alheio aqui então:

Basicamente você adiciona suas atividades em 3 listas: a de Hábitos (que são as coisas que gostaria de fazer automaticamente como parte de uma rotina, como... esfoliar a pele, ou parar de roer unhas, tomar banhos mais curtos etc); de Tarefas Diárias (que, como o nome já explica, são as tarefas que precisa fazer diariamente, ou semanalmente ou frequentemente, como lavar louças, por o lixo pra fora, escrever no blog, tomar aquele remédio chato...); e a de Afazeres (que são aquelas tarefinhas pontuais que se esgotam em si mesmas, tipo ir tirar uma certidão em cartório, concertar uma maçaneta, trocar uma lampada queimada, marcar horário no salão...).

E o mais massa de tudo é que, conforme você efetivamente segue suas atividades e vai marcando no site o que fez, ele vai te dando recompensas, como: experiência, ouro, mana, itens, ovos (que viram mascotes e montarias depois de chocados). 

Imagem retirada de Dois Bits


E, é claro, se você não é uma boa pessoa e faz suas tarefas, você perde vida, ouro, itens e pode até morrer.

É, ele é um jogo, o que pode te fazer se sentir meio infantil usando, mas essa plataforma de controle de produtividade aplicada num joguinho pode à sério mudar seu dia a dia.

Imagem retirada do Google Imagens

Ela foi seriamente responsável por vários dias de atividade durante uma época onde tudo o que eu queria fazer era virar pro lado e voltar a dormir. 

Então essa com certeza é a minha dica de utilidade dessa semana, com direito a coraçõezinhos de gratidão (EDIT: em especial para o meu cunhado, responsável por me apresentar ao app! Rafael, essa época é um borrão na minha memória, mas esquecer de te agradecer é muita mancada. Desculpa e obrigada  de verdade). Experimentem se puderem. Deem uma chance ao Habitica, porque ele pode surpreender você.


Até a próxima, pessoas.

beijos da Alferes 
 
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